Desemprego bate recorde com a pandemia Taxa atinge 14 milhões de brasileiros. Em uma semana, a quarta de setembro, cerca de 700 mil pessoas perderam a vaga no mercado de trabalho

Publicação: 17/10/2020 03:00

O desemprego avançou para 14,4% na quarta semana de setembro. Com isso, o número de brasileiros que estão sem emprego chegou a 14 milhões. É o maior contingente de desempregados desde o início da pandemia de Covid-19. O impacto da pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho brasileiro foi apresentado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid-19).

De acordo com a pesquisa, a taxa de desemprego, que era de 10,5% no início da pandemia, avançou de 13,7% para 14,4% só entre a terceira e a quarta semana de setembro, chegando ao maior patamar da série histórica da Pnad Covid-19. Com isso, cerca de 700 mil pessoas entraram na fila do desemprego em uma semana. E o número de desocupados subiu de 13,3 milhões para 14 milhões de pessoas, outro recorde da crise causada pelo novo coronavírus.

Os dados, segundo a coordenadora do estudo, Maria Lúcia Vieira, “sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas”. Com o aumento do desemprego, o IBGE constatou um novo recuo na população ocupada. O nível de ocupação saiu de 49,1% para 48,7%, reduzindo de 78,2 milhões para 77,9 milhões o total de ocupados.

“Vínhamos observando, nas últimas quatro semanas, variações positivas, embora não significativas da população ocupada. Na quarta semana de setembro a variação foi negativa”, comentou Maria Lúcia. Ainda há 73,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho e 25,6 milhões gostariam de trabalhar. Dessas, 15,3 milhões disseram que só não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. (Correio Braziliense)