PIB tem quinta alta no estado, mas desacelera Crescimento alcançou 0,7% no mês de setembro, superior ao mesmo período do ano passado e menor do que as taxas de maio, junho, julho e agosto deste ano

Publicação: 21/11/2020 03:00

O Produto Interno Bruno (PIB) de Pernambuco registrou a quinta alta consecutiva na variação mensal, com crescimento de 0,7% entre agosto e setembro deste ano. Em comparação com o mesmo período de 2019, o crescimento foi de 1,2%. Apesar dos sinais positivos da retomada, a atividade econômica no estado ainda não conseguiu se recuperar dos impactos causados pela pandemia da Covid-19. O saldo negativo do ano, até setembro, é de 3,4%, e a variação é de menos 2% no acumulado de 12 meses.

Após as quedas de março (-5,4%) e abril (-9,7%) deste ano, o PIB do estado começou a apresentar crescimento na variação mensal em maio (5,5%), junho (2,7%), julho (4,6%) e agosto (2%). Desde a retomada dos índices positivos, portanto, setembro foi o mês que apresentou o índice mais baixo, representando uma desaceleração da retomada da economia pernambucana.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco - Condepe/Fidem com base nos números das Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A indústria foi o setor da economia que mais contribuiu para o crescimento entre agosto e setembro deste ano, com variação positiva de 2,5%. O setor de serviços ficou estagnado. Já a agropecuária teve queda de 1,3%. No acumulado do ano, a agropecuária cresceu 11,6%; a indústria caiu 1,1% e o setor de serviços, o mais impactado pela pandemia do novo coronavírus, registrou queda de 4,6%.

O diretor de Estudos e Pesquisas da Condepe/Fidem, Maurílio Lima, afirma que, caso não haja uma segunda onda da Covid-19 com fechamento dos setores econômicos, a perspectiva é de crescimento até o final de 2020. A variação da taxa de crescimento nos últimos cinco meses, com a redução do índice em setembro, está dentro do esperado, segundo ele. “Os meses anteriores têm taxas maiores porque chega um período que volta a um crescimento menor”, disse.

De acordo com Maurílio, algumas atividades respondem mais rápido, caso setor industrial, que teve maior dinamismo nessa recuperação. “O setor de serviços foi o mais afetado e não registrou crescimento. Apesar de o turismo, por exemplo, estar diminuindo a queda, ainda há a ausência de eventos e de maiores ocupações na rede hoteleira. No geral, quando a economia cresce 1,2% em relação ao ano passado, já significa uma melhora em relação ao período anterior à pandemia”, pontua o diretor.