CPC vai comandar o Aeroporto de Petrolina A concessão do terminal aéreo do Sertão do estado foi leiloada pelo governo federal. Em 30 anos, a iniciativa privada deve investir R$ 226 milhões

Danielle Santana
Especial para o Diario
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Publicação: 08/04/2021 03:00

O Aeroporto de Petrolina Senador Nilo Coelho, no Sertão de Pernambuco, foi arrematado ontem pela Companhia de Participações em Concessões em leilão de aeroportos realizado pelo governo federal. O terminal fazia parte do Bloco Central, que incluía os aeroportos de Goiânia (GO), São Luís (MA), Teresina (PI), Palmas (TO) e Imperatriz (MA) e custou R$ 754 milhões. Este valor representa um ágio de 9.156,01% sobre o valor inicial proposto pela União. A previsão é de que R$ 1,8 bilhão sejam investidos nos seis terminais nos próximos anos.

A concessão será por 30 anos. Neste período, o Aeroporto de Petrolina, com o maior terminal de cargas refrigeradas do Brasil, deve receber investimentos de cerca de R$ 226 milhões. O terminal atende a demanda de exportação de frutas da região e pode receber até um milhão de passageiros por ano. Por ele circula passageiro de 50 municípios de Pernambuco, Bahia e Piauí.

Com a concessão, o secretário de Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes, disse que a expectativa do estado é que os investimentos no terminal ajudem a atrair mais visitantes para a região. “O governo do estado vai proporcionar um ambiente seguro e favorável para que esses investimentos sejam realizados. Esperamos conseguir mais voos para o aeroporto, aumentando o fluxo de visitantes e turistas a partir também dos investimentos que o equipamento irá receber”, disse.

No total, o leilão realizado pelo governo federal concedeu 22 aeroportos, em 12 estados e divididos entre os blocos Norte, Sul e Central, à iniciativa privada, com contratos válidos por 30 anos. O governo arrecadou R$ 3,3 bilhões. De acordo com o Ministério da Infraestrutura, a expectativa é de que os terminais, por onde circulam cerca de 24 milhões de passageiros por ano, recebam um investimento de mais de R$ 6 bilhões.

Além do Bloco Central, a Companhia de Participações em Concessões arrematou por R$ 2,1 bilhões o Bloco Sul.