Nova onda da Covid reduz 28% dos voos em Pernambuco Aeroporto do Recife realiza média diária de 124 voos em abril contra 171 em março, quando contabilizou 5.305 pousos e decolagens

Danielle Santana
Especial para o Diario
danielle.gomes@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 07/04/2021 03:00

As restrições de circulação impostas pelo recrudescimento da pandemia da Covid-19 seguem afetando o turismo pernambucano. Neste mês, de acordo com a Secretaria de Turismo (Setur), a malha aérea do Aeroporto do Recife sofreu uma redução de 28%, em comparação a março de 2021. No Brasil, a previsão da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) é que o número de voos domésticos caia neste mês. Com média diária de 960 voos, a diminuição nacional deverá ser de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o secretário de Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes, a retração neste momento já era prevista. “Quando há um recrudescimento da pandemia, com uma curva mais acentuada de casos, naturalmente as pessoas se retraem, o que diminui o mercado. A malha aérea, portanto, se adapta a esse momento, mas a nossa confiança vem do que já vimos no início do ano passado. Depois de terminar a primeira curva, conseguimos recuperar gradualmente e já no mês de janeiro ela estava recuperada com todos os destinos”, destacou.

Novaes considera que, apesar das dificuldades, o estado continua se sobressaindo em relação aos vizinhos que são concorrentes diretos, como o Ceará e a Bahia. Atualmente, a capital pernambucana realiza 124 voos diários, enquanto o aeroporto de Salvador opera com 66 e o de Fortaleza com 39. Apesar disso, o terminal aéreo do Recife saiu de uma média diária de 171 pousos e decolagens em março para 124 em abril, segundo dados da Aena Brasil avaliados pela Unidade de Estudos e Pesquisas da Empetur.

“Continuamos à frente dos estados que concorrem conosco. É um evento que impacta todo o país, compreendemos como natural. De acordo com as regras de mercado, existe uma diminuição da procura e naturalmente uma retração das empresas aéreas. Nossa confiança é que tão logo a gente tenha a retração da pandemia, tanto pela sazonalidade dos vírus, quanto pelo processo de vacinação, a ponta da malha aérea tende a se recuperar rapidamente”.

Pernambuco está se preparando para a possível retomada nos próximos meses. “Nosso desafio é atrair nossos mercados principais, do Centro-Sul e de São Paulo. Ficamos cautelosos porque não temos como prever como a situação vai estar. Mas fazemos um trabalho imaginando que nos próximos dois meses teremos um cenário bem mais positivo”, comentou o secretário. Por enquanto, apesar de não estar promovendo campanhas publicitárias direcionadas ao turismo, o estado reforça a articulação com as empresas aéreas, de viagem e agências.