Consumo volta a decolar nas classes C e D Pesquisa realizada por fintech do Grupo Santander aponta que Pernambuco teve aumento maior que a média nacional em julho

LUCIANA MOROSINI
luciana.morosini@diriodepernambuco.com.br

Publicação: 14/09/2021 03:00

O consumo dos pernambucanos das classes C e D cresceu 7% no mês de julho, na comparação com junho. A alta registrada no estado foi acima da média nacional, de 5%, segundo a Pesquisa de Hábitos de Consumo, que foi realizada pela Superdigital, empresa fintech do Grupo Santander.

O resultado é o segundo positivo dos últimos seis meses e também o mais expressivo, já que em maio foi registrado acréscimo de 4%. No restante do ano, o consumo foi negativo, com -1% em junho, -9% em abril, -0,1% em março e -13% em fevereiro.

O setor que mais puxou o índice para cima em julho foi o das Companhias Aéreas, com alta de 131%. Outras categorias que se destacaram foram prestadores de serviços (21%), lojas de artigos diversos (16%), automóveis e veículos (15%), restaurante (15%), transporte (10%), combustível (10%). Em contrapartida, os pernambucanos das classes C e D consumiram menos com hotéis e motéis (-27%), diversão e entretenimento (-20%) e rede online (-4%).

Três estados do Nordeste foram avaliados pela pesquisa e Pernambuco apresentou movimento semelhante ao do Ceará, que registrou alta de 10%; e Bahia, com crescimento de 3%. Assim como os pernambucanos, cearenses e baianos se recuperaram das quedas apresentadas em junho, de 3% e 1%, respectivamente.

Entre as regiões, quatro das cinco tiveram crescimento em julho, sendo Norte (23,5%) e Nordeste (8,5%) as que mais impulsionaram o resultado total positivamente. O Sul registrou alta de 7,7%, enquanto o Sudeste teve incremento de 3,5%. O Centro-Oeste foi a única região com queda de 0,5%.  

Os números de julho consolidam a recuperação do consumo das classes C e D, seguindo o histórico dos últimos dois meses, segundo Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil. “Tivemos uma leve queda em junho, em decorrência de um alto crescimento em maio, principalmente, por conta do Dia das Mães. A tendência é que o segundo semestre mostre uma recuperação mais robusta à medida que a vacinação contra a Covid-19 avance e setores da economia que ainda sofreram bastante no primeiro semestre comecem a se recuperar”, ressaltou.