Serviços voltam a crescer e alta do ano é de 14% Volume registrado em março aumentou 2,4% em relação a fevereiro, resultando em um faturamento 21,5% maior em relação a março do ano passado

Publicação: 13/05/2022 03:00

O volume de serviços voltou a crescer em Pernambuco. Após uma queda de -0,8% em fevereiro, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou um crescimento de 2,4% em março. Somado ao número de janeiro, 1,0%, o estado acumula uma variação positiva de 14% em relação ao primeiro trimestre. Em faturamento, o resultado de março foi melhor, sendo 21,5% acima do mesmo mês do ano passado.

Quanto ao acumulado do volume de serviços em 2022, o desempenho pernambucano aparece como sétimo melhor. O avanço de 14% de janeiro a março é superado por Alagoas (24,3%), Roraima (18,2%), Rio Grande do Sul (16,1%), Mato Grosso (15,6%), Ceará (15,2%), Bahia (14,6%). A única variação negativa foi observada, segundo a pesquisa do IBGE, em Rondônia (-0,5%).

A recuperação apontada pelo IBGE refletiu no faturamento real do setor. O montante movimentado em março deste ano foi 21,5% superior à quantia do mesmo mês de 2021. Antes, os dois primeiros meses de 2022 tiveram evolução ao serem comparados aos iguais períodos do ano passado, com uma melhora de 10,9% quando avaliados os dois últimos janeiros e de 9,6% na comparação dos fevereiros.

Em março, a alta do faturamento real de Pernambuco foi a terceira maior entre as 27 unidades da federação. O ranking teve Alagoas e Rio Grande do Sul nas duas primeiras posições, com 28,7% e 22.4%, respectivamente. O percentual alcançado pelo setor no estado é quase o dobro da média brasileira em março, de 11,4%.

GRUPOS
De acordo com o IBGE, dos cinco grupos de serviços pesquisados, apenas os serviços de informação e comunicação apresentaram retração em Pernambuco, -0,3%, mantendo-se próximo da estabilidade. Entre os resultados positivos, o grupo de serviços prestados às famílias apresentou um crescimento de 48,7% no estado.

“Esse grupo de serviços, que inclui hotéis, restaurantes, cuidados pessoais e entretenimento em geral, foi o mais impactado pela pandemia e isolamento social, por se tratar de serviços que exigem a presença física do consumidor para a prestação”, observou a gerente de planejamento e gestão do IBGE no estado, Fernanda Estelita.

Março também foi positivo para as atividades turísticas no estado, com expansão de 5,9% ao ser comparado com o mês anterior. No acumulado do ano, o setor cresceu 33,9%. A expansão pernambucana ficou abaixo, em março, da registrada em São Paulo (7,0%), seguido por Bahia (8,0%) e Santa Catarina (11,8%).