500 mil mortes por Covid-19 Triste marca da pandemia do novo coronavírus foi atingida ontem. Além disso, mundo também ultrapassou os 10 milhões de casos da doença

Publicação: 29/06/2020 03:00

A pandemia de Covid-19 causou mais de 500 mil mortos no mundo desde que a China reportou o surgimento da doença em dezembro, quase dois terços deles na Europa e nos Estados Unidos, segundo um balanço divulgado ontem pela AFP a partir de fontes oficiais.

Foram registrados 500.390 mortos no mundo até as 19h (de um total de 10.099.576 casos), dos quais 196.086 (2.642.897 contágios) reportados na Europa, o continente mais afetado. Os Estados Unidos são o país com mais óbitos (125.747), seguido do Brasil (57.622), do Reino Unido (43.550), da Itália (34.738) e da França (29.778).

Enquanto alguns países seguem com números em alta, no Peru, a pandemia que matou 9.135 pessoas e causou 276 mil contágios, está em declínio, assegurou o governo peruano para justificar o fim do confinamento obrigatório de 107 dias em Lima e mais da metade do país em 30 de junho.

“Agora não estamos mais em um platô, estamos em franco declínio. Estamos baixando lentamente. Hoje em dia, cada pessoa contagia, em média, 0,7 pessoa em todo o país”, disse o ministro da Saúde, Víctor Zamora, em entrevista publicada neste domingo (28) no jornal La República.

O ministro negou pecar por otimismo ou ceder a críticas empresariais para reabrir a economia, que desabou 13% nos primeiros quatro meses do ano. “Não, não sou muito otimista. Sou realista. Há um franco declínio em todo o país, em média”, afirmou.

Alerta no Paraguai

O Paraguai está em alerta após um aumento do número de casos de Covid-19 - coincidindo com a chegada do inverno -, com dois mortos e mais de duas centenas de infectados em um dia, a maioria em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil.

“Estes números representam uma bandeira vermelha para todos”, disse ontem o ministro da Saúde, Julio Mazzoleni. O Paraguai é o país com menor número de vítimas fatais da pandemia, totalizando 15. O número de infectados chega a cerca de 2 mil.

Mazzolino alertou para o desinteresse paulatino da população em manter os protocolos: “Ao vir para meu gabinete hoje, reparei que metade das pessoas não usavam máscara”. (AFP)