Dor e Glória, uma utopia vital

Luiz Otavio Cavalcanti
Ex-secretário da Fazenda e ex-secretário de Planejamento de Pernambuco

Publicação: 12/09/2019 03:00

Pedro Almodovar, em Dor e Glória, não assina um filme. Escreve uma utopia. Responde à violência política com três acordes: perenidade da obra (diante da finitude do autor); coexistência visceral entre dor e poder; e o que resta da grandeza da vida são as pequenas coisas.

O cineasta mostra como o autor vai. E a obra fica. O homem é finito. Mas a emoção do que escreveu, permanece infinda. Como as estrelas.