Bolsonaro diz que Brasil sofre menos com inflação Presidente reconhece alta nos preços, mas volta a culpar os governadores pela crise na economia e garante que a maioria dos outros países tem situação pior

Ingrid Soares
do Correio Braziliense

Publicação: 13/05/2022 03:00

O presidente Jair Bolsonaro (PL) reconheceu ontem a alta da inflação no Brasil, mas repetiu que o país é um dos que menos sofrem com o problema — a informação, contudo, não é verdade. De acordo com relatório divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no último dia 4 de maio, a inflação acumulada em 12 meses no Brasil é a terceira maior entre os membros do G20 — grupo das maiores economias do mundo. O Brasil fica atrás apenas da Argentina e da Turquia.
 
“Foi uma política errada que o mundo todo adotou e o Brasil também, contra a minha vontade, já que a decisão coube a cada governador pelo Brasil que foi a política do ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’. A consequência disso foi e está sendo uma inflação generalizada no mundo todo. E o Brasil é um país que está tendo inflação, está tendo aumento de combustíveis. Sei disso e assumo a minha responsabilidade. Mas isso se faz presente no mundo todo. O Brasil, nesse quesito, é um dos países daqueles que menos está sofrendo com a questão da inflação. Trabalhamos duro nessa questão”, alegou durante discurso na 10ª Feibanana, em Pariquera-Açu (SP).
 
Bolsonaro também voltou a alegar que seu governo não tem corrupção. “Com orgulho eu digo: estamos completando três anos e meio sem corrupção em nosso governo. Escolhemos ministros por critérios técnicos, como por exemplo, o Tarcísio”.
 
Em seguida, passou a elogiar o trabalho do ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do Ministério da Infraestrutura. O pré-candidato a governador de São Paulo também participou do evento ao lado do presidente.
 
“O homem que à frente daquele ministério, usando o exército brasileiro para recuperar estradas pelo Brasil, fazendo contatos sérios com a iniciativa privada, fez ressurgir no Brasil o modal ferroviário. No próximo mês, juntamente com Tarcísio estarei num trecho de aproximadamente 400 km viajando de trem, inaugurando a ferrovia Norte-Sul que nasce lá no Maranhão, passa por Tocantins, permeia Goiás e encerra-se aqui no porto de Santos. Isso é transporte mais barato”, continuou.