Arquivo Público homenageia o Diario Em evento realizado na Escola Diário de Pernambuco, no Engenho do Meio, o diretor Evaldo Costa ressaltou "façanha" do jornal que completou 194 anos

Publicação: 08/11/2019 03:00

O Arquivo Público do estado homenageou os 194 anos do Diario de Pernambuco ontem no projeto Caravana da Memória e da Cultura, em evento na Escola Diario de Pernambuco, no bairro do Engenho do Meio, Zona Oeste do Recife. “Em um país jovem como o Brasil, é uma façanha enorme para uma instituição se aproximar dos 200 anos. Mais ainda quando se trata de uma instituição da esfera cultural”, disse Evaldo Costa, diretor do Arquivo Público e idealizador do projeto. “É um privilégio para Pernambuco festejar os 194 anos do Diario de Pernambuco”, completou.

A escola é de ensino médio (em tempo integral) e tem cerca de 800 alunos, do próprio Engenho do Meio e bairros vizinhos. Foi inaugurada em 8 de março de 1975, durante o governo Eraldo Gueiros (1971-1975), em homenagem ao sesquicentenário do jornal, que se comemorava naquele ano. Na abertura do ano letivo de 1975, uma aula magna foi dada nas instalações do educandário por Arnoldo Jambo, escritor e então editor de pesquisas do jornal. A primeira diretora foi Maria José Pereira da Silva. Hoje quem a dirige é o professor Edmilson Antônio.

Ontem, a manhã na escola foi de celebração da história e da arte. Como convidada, a banda da Escola Técnica Estadual de Criatividade Musical (que fica na Rua da Aurora, Centro do Recife), abriu as apresentações, tocando músicas populares e encerrando com frevo e um “Parabéns pra você”. Depois foi a vez dos estudantes, com a apresentação de uma equipe de canto em Libras, uma performance de dança contemporânea (Sidney Marcelo),  uma canção composta por eles (cantada por Lucas Soares, Rebecca, Samara, Sóstenes e Marcela Ferreira) e a exibição de um vídeo sobre a história do bairro  (produzido por Bruna Cavalcante, Brenda Beatriz e Emili Juli).

O Diario foi representado pelo editor-executivo Vandeck Santiago, que agradeceu as homenagens. “Para nós, do jornal, que vivemos da palavra, da imagem, da informação, é uma consagração ser nome de uma escola, e consagração sempre renovada com a lembrança, geração após geração, dos seus alunos e professores”, disse ele. O jornalista falou sobre a trajetória do Diario, iniciada em 7 de novembro de 1825, destacando que o jornal está presente em quase 40% de toda a história do Brasil: “Por qualquer ângulo que se olhe, esse percurso, como disse Evaldo, é uma façanha”.

O projeto Caravana da Memória e da Cultura é uma iniciativa do Arquivo Público para levar a escolas da rede pública estadual a cultura e a história do bairro em que estão instaladas.  Até agora, com o evento de ontem, cinco unidades já receberam a visita do projeto, que consiste na apresentação de fotos, documentos, vídeos, música e palestra. “Uma das funções da história é nos ajudar a olhar o passado com racionalidade e distanciamento crítico. Assim podemos, entre outras coisas, identificar os erros cometidos e evitar repeti-los”, afirmou Evaldo.