Comandante quer interiorizar ações Coronel Rogério Coutinho tomou posse ontem como número 1 do Corpo de Bombeiros, fixando o objetivo de abrir novas unidades no interior do estado

Publicação: 08/11/2019 03:00

O coronel Rogério Antônio Coutinho da Costa, de 48 anos, é o novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Pernambuco. Há 28 anos na corporação, ele foi empossado na manhã de ontem pelo governador Paulo Câmara, no Quartel do Comando Geral, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. Coutinho substitui coronel Manoel Cunha, que encerrou a gestão após cinco anos e quatro meses.

Ele afirmou que dará continuidade ao processo de interiorização da corporação, com a inauguração de unidades no Agreste e no Sertão. “Eu fiz parte da gestão anterior, participei de todo o planejamento. O objetivo inicial é concluir alguns projetos que ficaram pendentes, como os quartéis que serão inaugurados em Arcoverde, Macaparana e continuar com as aquisições que tiveram os processos licitatórios encaminhados. Já temos recursos disponibilizados para receber materiais e viaturas para dar um suporte maior ao atendimento à sociedade”, disse.

Coutinho já foi diretor de Logística e Finanças e do Comando do Grupamento de Incêndio, Salvamento e Atendimento Pré-hospitalar, alcançando a maior patente dos Bombeiros em 2015. A carreira dele começou na Academia de Polícia Militar, no município de Paudalho. Casado e pai de uma filha, é graduado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A partir de agora, a liderança dos 2,5 mil bombeiros será encarado como mais um desafio da profissão. “Fico muito feliz e honrado. Temos um grande desafio pela frente. Vamos dar continuidade ao trabalho do ex-comandante Cunha. Temos o estado inteiro para tomar conta e toda a sociedade pernambucana para cuidar. Mas com o apoio da Secretaria de Defesa Social, dos órgãos operativos e das Polícias Militar, Civil e Científica, com certeza faremos um bom trabalho”, comentou o comandante.

“Coutinho está preparado. Com muita honra, tenho a oportunidade de empossá-lo como comandante dos bombeiros militares para, acima de tudo, dar continuidade ao trabalho do coronel Cunha. Para se dedicar a salvar vidas e para liderar toda a corporação do Corpo de Bombeiros Militares para fazer o seu trabalho, se profissionalizar cada vez mais, estar presente em todas as cidades pernambucanas”, disse o governador Paulo Câmara.

O coronel Cunha definiu sua gestão como “participativa” e comentou que sai com sentimento de dever cumprido. Durante seu comando, ocorreram 3,3 mil progressões de carreira. “Trabalhamos com todos oficiais e praças, entendo os anseios da tropa e da população. Contei com muito apoio do governador do estado, que nos deu as ferramentas necessárias para melhorar os serviços do bombeiro no interior do estado, principalmente, e a progressão de carreira da minha tropa”, comemorou.

Durante a transmissão de cargo, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, lembrou que foram inauguradas oito unidades dos Bombeiros nos últimos cinco anos. “É um momento importante, depois de quase seis anos, essa mudança de comando no Corpo de Bombeiros. O ex-comandante Cunha fez um belíssimo trabalho à frente da corporação, com a renovação dos quadros, houve concurso público, convocação de novos bombeiros militares em 2018. Ainda fizemos a interiorização, que foi muito importante para o estado com oito novas unidades. Agora é dar continuidade e consolidar todo esse ganho que foi realizado ao longo desses últimos anos e melhorar ainda mais a qualidade do serviço prestado”, afirmou.

Concurso
Durante a posse, um grupo de 20 remanescentes do concurso de Bombeiro Militar realizado em 2017 cobrou do secretário uma resposta sobre novas convocações. “São 245 aprovados em todas as etapas do concurso e só falta a convocação do governador. A última promessa foi que em dezembro desse ano iria começar uma nova turma de formação para os praças. Continuamos aguardando”, comentou Felipe Fonseca, que está desempregado na expectativa de ser nomeado.

Questionado sobre a possível chamada dos remanescentes, Antônio de Pádua não fixou prazo. “A gente está trabalhando para viabilizar o mais rápido possível a convocação dos candidatos remanescentes do concurso, que inicialmente foi previsto para 300 candidatos, que já foram nomeados em 2018. Existe esse remanescente e estamos trabalho para a convocação”, comentou.