CASO BEATRIZ » Família faz vaquinha para investigar crime

Publicação: 08/11/2019 03:00

A professora Lúcia Mota, mãe de Beatriz Mota, estudante de 7 anos que foi assassinada com mais de 40 facadas durante uma festa do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, Sertão do estado, lançou uma campanha virtual para arrecadar dinheiro para investigar o caso, sem solução desde 2015. A meta é conseguir R$ 75 mil até o dia 24 deste mês. Desde o último dia 24, foram arrecadados cerca de R$ 6,5 mil.

A investigação sobre o assassinato de Beatriz se arrasta há quase quatro anos. Desde que o crime aconteceu, em 10 de dezembro de 2015, o inquérito já passou pelas mãos de quatro delegados diferentes. Atualmente, está sob a responsabilidade da delegada Polyanna Neri. A criança estudava na instituição, onde o pai era professor.

Em dezembro do ano passado, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou a prisão preventiva de Alisson Henrique, funcionário da escola onde a menina foi encontrada morta.  Considerado foragido pela polícia, Alisson havia sido interrogado sobre o desaparecimento das imagens, negando ter apagado os registros que mostrariam o assassino de Beatriz.

Em março de 2017, a Polícia Civil conseguiu imagens que revelam a face do autor do crime. Para os investigadores, não há dúvidas de que o homem que aparece nas filmagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora é o assassino.

O Disque-Denúncia chegou a oferecer R$ 10 mil de recompensa para quem tivesse informações sobre a localização do homem. Quem tiver informações que possam auxiliar a polícia na identificação do suspeito que aparece nas imagens pode entrar em contato com os investigadores através dos números 181 (Ouvidoria da SDS), (87) 99911-8104 (WhatsApp) e (81) 3421-9595 ou (81) 3719-4545 (Disque-Denúncia).