Bienal movimenta cerca de R$ 12 mi Primeiro grande evento presencial, 13ª edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco gerou negócios e vendas no mercado editorial nacional

Publicação: 13/10/2021 03:00

Os eventos literários têm o objetivo de ser uma ponte de troca entre a cadeia criativa e os leitores. Retornando de forma presencial depois de um ano e meio de pandemia, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco realizou a 13ª edição com o tema “Só existe uma vacina contra a ignorância. Leia”. A programação híbrida teve duração de 12 dias, gerando cerca de R$ 12 milhões em negócios, e movimentando a economia do estado no período. Cerca de 350 mil pessoas visitaram o evento entre a sua forma virtual e presencial.

Oitenta e nove livrarias e editoras estiveram espalhadas em 320 estandes, distribuídos em 9 mil m2 do pavilhão interno do Centro de Convenções de Pernambuco. Foram realizadas 20 oficinas presenciais, mais de 60 lançamentos literários, 50 palestras presenciais e outras 30 virtuais, apresentações artísticas e muito mais, totalizando 220 atividades.

Segundo o produtor da Bienal, Rogério Robalinho, o evento já está consolidado na agenda cultural pernambucana, e também econômica. “É um evento que agrega educação, cultura, cidadania e economia com uma programação muito extensa. A Bienal tem um vetor econômico de incremento e enriquecimento do mercado editorial no Brasil e também com outros países do mundo. Estamos animados com essa reativação econômica do universo da literatura”, declarou.

No estande da Livraria Leitura, as vendas dos livros superaram as expectativas, com as vendas 40% acima da edição anterior já no nono dia de evento. “Foi muito acima da nossa expectativa. A gente não esperava que fosse dar tanto público. Passamos em 40% o movimento financeiro em relação à última edição, foi uma surpresa muito boa e estamos animados para a próxima Bienal”, disse a gerente da Livraria Leitura, Jéssica Gomes.

Segundo o empresário Jacob Berenstein, que é proprietário de cinco unidades da Livraria Imperatriz no estado, a movimentação no estande da livraria na Bienal foi acima das unidades da marca em seus pontos físicos.“Precisávamos ter algo atraente, por isso decidimos dar descontos de 20%. Foi muito positivo e a venda foi acima do que esperávamos por conta da pandemia. Vendemos mais que lojas que temos em shopping. A marca Bienal é muito forte e incrementa muito nas vendas”, afirmou.