DIARINHO

Viagem à vista O Diarinho aproveita o aniversário da chegada dos portugueses ao Brasil, lembrada neste dia 22, para relembrar exploradores cujas façanhas se tornaram importantes para a história

Bárbara Valdez
Especial para o Diario
edviver@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 22/04/2017 09:00

Embarcar rumo a novas aventuras quase sempre é sinônimo de encontrar locais ou povos diferentes e fazer descobertas antes consideradas impossíveis. A chegada dos portugueses ao continente onde surgiu o Brasil, ocorrida há exatos 517 anos, é um exemplo. A expedição partiu da Europa com objetivo de alcançar a Índia, mas errou o caminho e acabou na costa brasileira. O equívoco da tripulação de Pedro Álvares Cabral, no entanto, permitiu a ocupação das terras encontradas e a criação de comunidades e cidades - embora os índios, primeiros ocupantes do nosso território, tenham sofrido e sido expulsos com a colonização violenta promovida pelos forasteiros.

Outras viagens com caráter de exploração marcaram a história e serviram para descobrir civilizações, desbravar o planeta e desenvolver a ciência. Por terra, pelo mar ou mesmo no espaço, com ajuda de mapas e a partir do aperfeiçoamento da roda, de barcos, aviões e foguetes. Cada uma delas deixou consequências para a humanidade. Conheça algumas:

Na terra
O mercador veneziano Marco Polo fez uma viagem pelo continente asiático no século 13, território até pouco conhecido. Ele peregrinou por quase vinte anos acompanhado do pai e de um tio e narrou as histórias vividas em O livro das maravilhas, ditado a um escritor. O explorador é considerado o primeiro a descrever as viagens pela Ásia e teria inspirado outros viajantes a buscar os lugares por onde passou. Entre eles, Cristóvão Colombo. As andanças também serviram para aprimorar os mapas da época.

No mar
O genovês Cristóvão Colombo desafiou o conhecimento da época e decidiu chegar até a Índia sem contornar a África. Para a ciência do século 15, o oceano Atlântico conduzia ao fim do mundo. Mas o descobridor ignorou os alertas e topou com o continente americano e as diversas ilhas onde hoje estão Cuba e as Antilhas. A coragem do navegador possibilitou o desenvolvimento de novas teorias sobre geografia e mexeu com a economia ao tornar conhecidos o território e as riquezas dele.

Nas alturas
A montanha mais alta do mundo, o Everest, no Nepal, tem mais de 8.850 metros e, desde o início do século passado, atrai alpinistas interessados em escalá-lo. Apenas em 1953, o topo foi alcançado. Edmund Hilary (foto) consegiu a proeza no dia 29 de maio ao lado do colega Tenzing Norgay. A façanha da dupla, vista como prova de resistência do homem diante das condições adversas da natureza, ajudou a ciência a descobrir os efeitos da altitude sobre o corpo humano.

No espaço
O astronauta Neil Armstrong foi o primeiro a pisar na Lua, em viagem bancada pelos Estados Unidos. À epoca, o país disputava com a União Soviética (hoje, essencialmente, a Rússia) uma corrida espacial. No dia 20 de julho de 1969, ele desembarcou no satélite da Terra e soltou a frase: “Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade”. A experiência beneficiou o campo da ciência encarregado de estudar a gravidade e os corpos espaciais.