VRUM

Quanto vale o seu bem? Ao dar ignição no veículo, a regra é manter-se atento a todo momento. Mas nem sempre isso é suficiente para se livrar de situações inesperadas

Thainá Nogueira
Especial para o Diario
thaina.nogueira@diariodepernambuco.com.br

Publicação: 21/10/2017 09:00

Não tem hora para acontecer. Qualquer condutor pode ser vítima de um sinistro no trânsito e isso não é novidade. No entanto, estar precavido e saber como lidar na hora de vivenciar situações inesperadas são posturas essenciais.

O motociclista Edivaldo Paiva conduz os veículos de duas rodas há pelo menos 20 anos. O seguro é um gasto previsto em seu orçamento desde mais da metade desse tempo. “É necessário. Nunca utilizei nenhum sinistro, mas não cogito trafegar sem estar coberto pela minha seguradora”, afirma. Integrante do moto grupo Manguetown, Paiva é proprietário de uma Honda Shadow de 600 cc. “Gosto de motocicletas robustas. O risco de ter um acidente é menor porque não dá para sair cortando os carros no trânsito. Por isso o valor da minha apólice acaba sendo mais em conta”, conta.

Para a professora Magna Dornelas, ter um corretor de confiança é tão importante quanto fechar o negócio com a seguradora. “Meu seguro é direto com a concessionária. Não sabia que isso era uma via de mão única. Porque quando precisei acionar o serviço, tive que ligar para um 0800 que me estressou ainda mais na hora do sinistro”, afirma. Magna completa que só está esperando o período do seu atual seguro acabar para mudar essa realidade.

Não economize
De acordo com o corretor de seguros veiculares Reginaldo Magliano, muitas pessoas, principalmente motociclistas, abrem mão da contratação do serviço pelo valor que é cobrado. “É comum. Assim como também é típico no outro ano a pessoa voltar até mim e dizer que se arrependeu de não ter contratado o serviço. Ou seja, teve algum prejuízo e não estava acobertado”, afirma. Com mais de vinte anos de experiência no mercado, o especialista lembra que além de pensar no possível sinistro, é necessário lembrar que o valor de mercado do veículo não é o mesmo do que consta na nota fiscal. Assim, se acontecer um acidente que leve à perda total do bem, a garantia do veículo, se houver, só vai cobrir o valor do que está na nota fiscal.  “Por exemplo, se você comprar um veículo que na nota tenha o valor de R$ 80 mil. Mas você pagou ele financiado, então pagou mais do que esse valor. Se for usar a garantia, a diferença do valor pago para o da nota não vai ser ressarcida”, lembra.

Edivaldo Paiva afirma pagar cerca de R$ 1 mil no seguro da sua motocicleta. “Não me queixo. Porque para mim, viajar de carro você vê a paisagem, mas de moto você faz parte dela. Sei que não estou imune a situações adversas, mas fico tranquilo porque se acontecer algo eu saberei lidar”, conclui.

“Viajar de carro faz você ver a paisagem. De motocicleta, você faz parte dela. Sei que não estou imune a sinistros, mas segurado fico bem mais tranquilo na hora de pegar a estrada”
Edivaldo Paiva, Empresário

Motociclistas estão mais suscetíveis a acidentes. Isso faz com que o valor do seguro não seja tão acessível. Mas o gasto é indispensável, já que uma colisão com perda total do bem pode acontecer a qualquer momento e a garantia da montadora nem sempre consegue ressarcir todos os prejuízos